Resenha – Oz: Mágico e Poderoso

Terra de Oz

Confesso que esperei ansioso por este filme, afinal já assisti ao Mágico de Oz diversas vezes em suas inúmeras reprises na Sessão da Tarde. E, nós somente assistimos tantas vezes um filme quando realmente gostamos muito.

Para quem não sabe, o escritor L. Frank Baum escreveu 14 livros sobre a fantástica terra de Oz. Porém, o Mágico, um dos mais interessantes personagens de Baum, somente aparece em  2 livros e nunca vemos a história de sua chegada a Oz realmente acontecendo, o que sabemos é um conjunto de informações que somadas nos dão um vislumbre sobre o que deve ter acontecido a ele.

No filme de Sam Raimi a história do Mágico tem os livros como base, mas muitos elementos são modificados e encaixam melhor com o filme de 1939, que também apresentou modificações, do que com os livros. Contudo, isso não se torna um problema, muito pelo contrário.

Balão Oz

O longa respeita os elementos do clássico com Judy Garland, e apesar de não ter o mesmo impacto é capaz de nos remeter àquele universo incrível, inclusive utilizando o contraste de apresentar nosso mundo em preto e branco e a terra de Oz em cores

Tudo começa com um show do mágico Oscar Diggs, mais conhecido como Oz, num pequeno circo itinerante. Após o show vemos como Oz lida com as pessoas a sua volta, nunca dando o devido valor.

Pouco depois, um tornado acaba levando o mágico para o mundo de Oz, onde ele descobre ser aguardado como governante, de acordo com uma profecia. Mas, para que a profecia seja cumprida é necessário acabar com a bruxa má e restaurar a ordem.

O grande mérito do filme está em seu personagem principal. O mágico é egocêntrico, egoísta e mulherengo quando o conhecemos, mas aos poucos demonstra que há mais nele do que imaginávamos (lembrando o que acontece com os personagens do Leão, Espantalho e Homem de Lata).

O elenco foi muito bem escolhido, Mila Kunis, Michelle Williams e Rachel Weisz dão vida as bruxas, enquanto Zach Braff dubla o hilério macaco alado que tem a vida salva por Oz. Contudo, o destaque fica por conta de James Franco, que entrega uma atuação na medida, fazendo com que tenhamos sensações mescladas com relação ao personagem conforme o enredo se desenvolve.

James Franco - Oz

Ao contrário do que acontece com Alice de Tim Burton, esse filme é capaz de nos remeter ao clássico, ficando mais fácil estabelecer um envolvimento com a história e   fazer com que nos importemos com os personagens, não fica parecendo algo vazio e gratuito.

A trilha sonora agrada, mas não chega perto do filme de 1939, talvez esse seja o maior fator de algumas críticas negativas que o filme recebeu. Muitos associam o filme original à sensação que as músicas trazem.

Em relação ao 3D, acredito não ser essencial assistir ao filme neste formato, porém alguns efeitos surpreendem e poder ver toda a terra de Oz com maior profundidade vale a pena.

oz-bruxas

Sendo assim, recomendo o filme para todos, tenham ou não visto ‘O Mágico de Oz’, se não viram, certamente o longa de Raimi vai servir como boa introdução, e se assistiram vão ficar com vontade de rever.

Nota: oculos geek oculos geek oculos geek oculos geek oculos geek oculos geek oculos geek oculos geek (8/10)

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